Arquivar para abril, 2007

I live in a world that is not mine

“I remember a time, I’ll tell ya, I was about… I was little.
I don’t know, four, five years old, somethin’ like that.
We had this old dog that had a litter of puppies.
And I walked in the bathroom and my mother was standin’ there…
kneelin’ down.
The dog had a litter about eight and my mother was bendin’ over and she was killin’ each one of its little puppies in the bathtub.
And I remember I said, why?
She said, I’m just killin’ what I can’t take care of.
Then my mamma said to me, she looked at me and she said…
I wish I could do that to you.
Maybe she… maybe she should have.”

The Cook, played by Mickey Rourke, on Spun, a film I highly recommend you have the will to appreciate it

Ouçam Juliette and the Licks

Qual não é a alegria de, de vez em quando, encontrar grandes bandas, que trazem de volta à vida o bom e velho rock, em qualquer das suas vertentes.

Pois é, e eu encontrei uma, e qual não foi minha felicidade de descobrir que eles já têm 3 albuns lançados. Devem ser velhas novidades, mas a grande mídia não os divulgou, então os descobri só agora.

A banda, como vocês devem ter notado pelo título desse post é a Juliette and the Licks, encabeçada pela conhecida atriz Juliette Lewis.

Para quem não lembra quem é Juliette Lewis posso ajudar: atuou em uma cena que causou polêmica quando ela, aos 18 anos na vida real, mas interpretando uma adolescente, chupava o dedão de Robert De Niro. Há também a brilhante atuação dela como a assassina em série Mallory Knox, em Assassinos por Natureza, imperdível.

Mas não estou falando da Juliette atriz. Estou falando: ouçam a Juliette música. Ela traz de volta um certo rock-punk-alternativo-independente que não se vê todos os dias. Supera de longe os tão badalados (e já esquecidos) Strokes (e seus clones) ou até mesmo os White Stripes. Afinal, além de ótimas as músicas não são somente cantadas, são também interpretadas.

Citando algumas muito boas: American Boy (tanto o original do EP Like a Bolt of Lightning, quando sua reedição do LP You’re Speaking My Language), I Never Got to Tell You What I Wanted to (também do You’re Speaking My Language), Smash & Grab, Hot Kiss (agora estourando em todo canto menos mainstream nos Estados Unidos e de Londres), Purgatory Blues e Mind Full Of Daggers (todas do último e recém lançado Four On The Floor).

Uma das coisas muito legais das músicas, além das ótimas melodias em si são as letras e o fato de Juliette com frequência declarar algumas pérolas. Com frequência os assunto são dois: a sociedade consumista e os homens que acham que estão com tudo (e com todas) – ou relacionamentos em geral, se você preferir.

E para quem gostar de Juliette na música vale também a pena conferir Born Bad, da trilha sonora de Natural Born Killers, sensacional.

Enjoy.

Transparência e verdade

Não, não estou falando dos novos recursos visuais do novo Windows Vista (apesar de achar que eles até merecem um post para eles). Estou falando de atitude.

Ao longo da minha vida tenho aprendido o valor de ser transparente em minhas atitudes. Quando digo algo a alguém de maneira transparente, quero dizer exatamente o que foi dito; não uso meias palavras. Pessoalmente, ainda que eu esteja caminhando nessa arte, procuro dizer as coisas de maneira delicada e respeitosa, ainda que de forma transparente.

Estive pensando sobre a transparência. Infelizmente algumas vezes só notamos algo quando sentimos falta dele (sei que a afirmação é clichê, mas é um fato também). Prefiro quando sinto a falta em mim; é mais fácil de resolver. Quando percebo nos outros tenho que buscar em mim a compreensão e a paciência, virtudes que às vezes me faltam. Sei que muitas vezes o erro alheio também ajuda a crescer; não acho que cada um precise errar tudo que já foi errado para aprender a acertar.

Transparência tem tudo a ver com verdade. Pensei muito sobre o conceito. Vou aproveitar para falar da verdade, e não dá para deixar de falar do seu oposto, a mentira.

Indo direto ao ponto: na minha opinião a pessoa que mente o faz porque gostaria que a verdade fosse aquela que ela conta – ao menos quando ela conta; ela gostaria que naquele microcosmos o que foi dito fosse verdade. A outra possibilidade é que essa pessoa sabe da verdade e a prefere como é, mas mente porque é incapaz de admitir pensar assim.

Isso demonstra claramente que, ou a pessoa é frustrada, porque maqueia a realidade com algo que sabe não existir, ou é manipuladora, já que sabe que algo não é, mas o diz apenas para que uma outra pessoa seja levada indevidamente ao erro.

A pessoa é dita transparente quando a maior parte, senão tudo, do que diz é verdade e é confiável, e ela também não omite. As pessoas sabem que podem contar com ela, e não precisam estar sempre com os alarmes ligados, esperando uma punhalada nas costas.

Entre outras coisas, uma pessoa transparente é incapaz de roubar, fingir emoções e esconder sentimentos e manipular os outros para benefício próprio ou de quem quer que seja. Não pode trabalhar, por exemplo, em um departamento comercial padrão de qualquer empresa. Por outro lado tende a ser um excelente líder. É capaz de dizer a seu time quando erram, e com a mesma liberdade comemorar quando acertam. Dá notícias boas e ruins e sempre sabe-se o que esperar dela. É uma pessoa que as pessoas seguem por opção. Não são essas algumas das qualidades que todos buscamos nas pessoas que nos lideram?

Infelizmente transparência tem sido uma qualidade pouco demonstrada nos dias de hoje. Não há no mundo em que vivemos uma pessoa 100% transparente, mas sem dúvida existem várias caminhando para lá. Não tenho a arrogância de me colocar perto dessa meta, mas que a persigo com persistência, isso é um fato.

Parabéns ao Livro dos Espíritos!

Hoje O Livro dos Espíritos faz 150 anos. Foi lançado em 18 de Abril de 1857, pelo compilador da obra Allan Kardec e outros colaboradores.

Não sou muito de datas comemorativas, afinal são apenas números, mas, como percebi que era hoje, achei bom ressaltar.

Sunday Morning

Esse vai para a “outra Mari“, como ela mesma tem se chamado. Má, valeu pela força (e pelos vídeos com cheiro de naftalina) enquanto a “minha Mari” está lá longe.
Pessoal, esse é para todos vocês também que dançaram ao som dessa música. E como dançamos!

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