Arquivar para janeiro, 2009

Semana Ana Carolina

"Carolina é uma menina bem difícil de esquecer
Anda bonito e um brilho no olhar
Tem um jeito adolescente que me faz enlouquecer
E um molejo que eu não vou te enganar…"

Seu Jorge

Eu tinha um CD da Ana Carolina, mas eu acho que eu devo ter algum problema, porque eu não tinha ouvido ele direito. Aí tocou no Windows Media Player, sei lá porque. Agora eu tenho todos os CDs da Ana Carolina, e comprei também os DVDs.

Comentei com uma amigo que semana passada foi a "semana Ana Carolina". Começou com o dueto com o Seu Jorge, que é sensacional. Eu já gostava do Seu Jorge por causa do trabalho dele no Farofa Carioca, a Ana Carolina tinha vindo de brinde… Não sei se foi a voz grossa meio rouca… ou fato de ela tocar violão, baixo, pandeiro, piano e ainda cantar, tudo muito bem… ou ainda os olhares que ela faz para o público, para o Seu Jorge, para a câmera… ou os arranjos… Acho que foi o conjunto. (Parêntesis: que pandeiro é esse? A mulher toca muito!)

Enfim, essa é a segunda "semana Ana Carolina", mas está menos densa.

Toda essa música me fez fazer uma coisa que eu não fazia a muito tempo: peguei o violão. Foi legal rever o velho amigo, que estava todo desafinado, coitado. Cuidei dele com carinho, mas deu até vergonha, acho que fazia mais de ano que eu não faiz um único acorde. Os dedos doeram. Depois de uns dias, saiu uma música.

Se você, como eu, parece ter vivido os últimos anos em outro planeta e não conhece, fica aqui a recomendação.

"Me levou pr’um cantinho e disse: Morde
Quando dei por mim, pensei: Que sorte
Disse tudo bem, tudo é natural
Olhou bem nos meus olhos, chupou meu pau"

Veja a música no Youtube.

Israel tem direito de se defender?

Eu sou um cara que acredita na paz, e não na guerra. Tudo que eu já li, já assisti, já aprendi sobre a guerra me dá certeza que é algo horroroso, e me faz lembrar que ainda vivemos um mundo de bárbaros.

Naturalmente, no conflito em Gaza/Israel, eu quero paz. Como qualquer guerra, não era essa que eu iria defender. E não defendo.

No entanto, há alguns fatos complicados demais para ignorar. Leio o blog técnico de um profissional excepcional do mundo da tecnologia, que é de Israel. O cara é reconhecido no mundo inteiro como um cara inteligentíssimo e influente no meio em que atua, e praticamente todo mundo que é alguém sabe quem ele é no meio de engenharia de software. E o cara está sofrendo com o conflito. Convido vocês a ler o post onde ele quebra o padrão e escreve não sobre tecnologia, mas sobre o que está acontecendo com ele por lá. Infelizmente está em inglês, mas é isso aí. Pelo menos não está em hebraico…

Ele faz uma pergunta muito clara: como parar com os foguetes lançados contra Israel? Todo mundo, toda a mídia aqui no Brasil, e provavelmente no mundo, está condenando Israel pela reação "desproporcional" que está acontecendo por lá. No entanto, ninguém lembrou que Israel vive a alguns anos sob ameaça constante de foguetes, que, apesar do que é dito na mídia, matam sim.

Até este momento, Israel tomou foguetes e pouco fez. Um ataque à Gaza seria um desastre humanitário. E o Hamas aproveitou esta brecha do desastre humanitário para atacar a vontade, com certeza que Israel não contra atacaria, com medo da opinião mundial. Mas eles estavam errados.

Ok, o mundo está certo de querer paz. Israel também quer paz. Mas eles querem paz e não querem mais que caiam foguetes no quintal das suas crianças. Se isso não acontecer, eles não vão aceitar a paz, porque afinal não é paz de verdade. E ponto final. E eu realmente acho que eles não devem aceitar. Vocês já imaginaram o que é viver sem poder relaxar, sabendo que a qualquer momento um foguete pode vir e te matar? Isso a mídia mal fala.

O mundo reclama dos judeus e da reação desproporcional, mas não oferece contra partida para o fim dos foguetes. E o povo palestino culpa os judeus pelo massacre, mas "esquece" que são os seus líderes, eleitos pelo voto popular, que continuam jogando foguetes em Israel, um potência bélica infinitamente superior à palestina de Gaza. Eles que culpem seus líderes. Você atiça um leão, você perde uma perna, ou a vida. E se for a perna tem que se considerar com sorte.

Para piorar, o Hamas não quer paz, e negociará somente temporariamente. Depois vai voltar a atacar. Vejam palavras da cartilha do Hamas (tirado do blog do cara citado acima):

"Israel vai exitir e continuar a existir enquanto o Islam não destruí-la, da mesma forma que já destruiu outros."

"Não há solução para a questão palestina a não ser jihad (guerra santa). Iniciativas, propostas, e conferências internacionais são perda de tempo e iniciativas vãs."

Como negociar com pessoas que têm como único objetivo te matar? Impossível. Qualquer paz oferecida pelo Hamas é cínica.

Nesse caso, mesmo eu sendo contra qualquer guerra, entendo a reação de Israel. Não é justo, inocentes morrem, mas o que fazer? Vejam a decisão dos líderes de Israel: matar os terroristas e alguns cívis, ou deixar o seu próprio povo morrer. Difícil, não é? Toda essa conversa de paz esquece o inferno que está acontecendo em Israel a anos.

Será que em 1940 o mundo condenava também a Inglaterra por combater Hitler e não negociar? Uma coisa eu sei, graças a Deus os aliados pegaram em armas, ou hoje eu não estaria aqui, assim como provavelmente nenhum de vocês, já que somente os verdadeiro arianos estariam vivos, e nós teríamos sucumbido à "solução final". Hitler não pararia, assim como o Hamas não vai parar.

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