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Razoavelmente equilibrado

Revi minha posição política no PoliticalCompass.org. Eu já havia feito o teste da Veja antes (o politicômetro), e tinha saído como uma pessoa de direita moderada liberal. Agora o teste me colocou mais ao centro, e mais individualista e anarquista do que fascista e autoritário.

Aqui está o resultado:

Political Compass

Legal ver que me mantenho consistente, e posso dizer que gostei do resultado. Me vejo mesmo como uma pessoa menos autoritária e ao centro, mas ligeiramente à direita. Ainda que me entenda diversas vezes como social democrata, em questões econômicas sou absolutamente liberal, sou capitalista até a última gota (viva o mérito!). Nada mais natural que o centro.

Sugiro que vocês façam o teste, que faz a gente pensar diante de um monte de perguntas. Vou começar a postar minhas posições à respeito de algumas delas, em uma pequena série. Vamos ver como vai.

(Thanks ao Marco pela inspiração)

Revendo: felicidade é direção

Neste domingo comentei com uma amiga sobre meu conceito de felicidade, que está expresso neste post:

Felicidade não é posição

Acho que é um dos melhores posts que já escrevi. E continuo acreditando em tudo que está lá, linha a linha, palavra a palavra.

 

Em tempo:

Onde anda minha inspiração? Será que anda sugada pelas longas horas, pelas palestras, pela rotina?

Inspiração, vontade de escrever! Volta pra mim?

Este blog é um arquivo

Este blog é um arquivo. E dos bons.

Escrevi estes dias sobre a mulher imperfeita. A Lucimara me questionou nos comentários porque eu estava sendo tão machista, e eu disse que não era machista, mas que estava notando que a mulher perfeita não existe. Isso não é machista, é só uma constatação. Homem perfeito também não existe.

E o que isso tem a ver com esse blog ser um arquivo? Em Novembro de 2003 eu escrevi sobre a mulher perfeita. Me lembrava de ter escrito alguma coisa sobre isso, mas não um post dedicado ao assunto. Achei o post, reli, e vejo que já na época eu não acreditava na mulher perfeita. Por vários anos, depois daquele post, eu cheguei a acreditar em algum muito próximo à mulher perfeita. E hoje estou de volta à mulher imperfeita.

Este blog é um arquivo.

O que será que deve ter mais de bom por aqui? Essa minha memória terrível vai me fazer reler meu próprio blog com surpresa.

A mulher (im)perfeita

Recentemente fiquei sabendo que a modelo Kate Moss jogou na piscina o laptop do namorado, vocalista do Kills. O laptop tinha algumas canções inéditas do grupo. Perda irrecuperável (talvez seria se os estúdios não tivessem os originais, o que duvido que não tinham). Ouvi na Band News FM, na voz de Ines de Castro, uma colunista bem interessante.

E daí?

Daí que a Ines de Castro comenta que Mrs. Moss teve uma escultura sua recentemente feita em ouro, e que só assim para um homem querer ficar perto dela: em ouro, parada e calada, além de pronta para ser derretida.

É verdade.

Hoje, depois de tantos relacionamentos passados fracassados (oras, se estou só hoje, todos os relacionamentos só podem ter fracassado), me pego absolutamente intolerante em diversos aspectos. Mulheres malucas é um deles, sem a menor sombra de dúvida.

É engraçado como a gente muda. Até uma certa idade engolimos muita coisa que não gostamos e que não concordamos. Em nome do amor, em nome do sexo, em nome da família, em nome de sei lá o que.

Eu já não sustento mais um monte de coisas. Nem em nome do amor, nem em nome do sexo. Na verdade, nem em nome de nada.

Fico pensando, o que seria de mim se tivesse me amarrado, "até que a morte me separasse", aos vinte e poucos anos. Suportaria mais? Seria menos intolerante? Mais altruísta?

Ou só mais acomodado?

Depois de um tempo os castelos que construímos ao longo da adolescência e da primeira juventude parecem ter sua névoa discipada. Sobra, a meu ver, muita razão.

Razão: outro nome para intolerância?

Algo que aprendi nesses anos todos: a mulher perfeita não existe.

O que isso significa?

Fui nomeado Microsoft Most Valuable Professional

"A fim de que não perturbemos as leis do Universo, a Natureza somente nos concede as bênçãos da vida, de conformidade com as nossas concepções.
Recolhe-te e enxergará o limite de tudo o que te cerca.
Expande-te e encontrarás o infinito de tudo o que existe."

Emmanuel

Fui nomeado semana passada pela Microsoft como um Microsoft Most Valuable Professional (MVP – Profissional Mais Valorizado).

A maioria que lê este blog não vai saber o que é um MVP, então eu vou contar: É um reconhecimento dado pela Microsoft a individuos que contribuiram fortemente para as comunidades técnicas. Toda contribuição feita à comunidade, seja ela por livros, artigos, blogs, palestras, fóruns, entre outros é avaliada. Há pouco mais de 4 mil MVPs no mundo, sendo por volta de 80 no Brasil (é um grupo muito restrito). São normalmente pessoas com liderança e forte influência na comunidade e, devido aos benefícios do programa, com acesso privilegiado e antecipado às tecnologias Microsoft.

Para mim, além do reconhecimento, é uma grande conquista. Há bons anos eu frequento eventos, leio artigos e acompanho a movimentação nas comunidades técnicas, quase sempre lidaradas por algum MVP. São caras admirados e acompanhados de perto. Sempre me pareceu algo muito distante.

A alguns anos passei a me envolver mais com a comunidade técnica, e percebi que meu trabalho com educação é fundamental, e vai além, vejam só, do trabalho voluntário que desempenho e que é importantíssimo para mim. Percebi-me um educador também profissionalmente, uma pessoa que difunde conhecimento, e que para isso precisa também estudar muito.

O que parecia impossível passou a parecer alcançável, e, quem diria, tornou-se fato. Sou um MVP agora, e fico feliz por dizer isso. Meu trabalho com a educação, em todas as perspectivas que ele existe hoje, vai continuar. Não porque sou um MVP, mas porque gosto.

Emmanuel diz: "Expande-te e encontrarás o infinito de tudo o que existe." Nunca essa frase me pareceu tão verdadeira.

Sensation: Não perco por nada

Estarei lá! Vou dançar até cansar. Não deixe de ver o site, para entender melhor a "experiência".

Vamos?Ingressos Skol Sensation

Pista: Skol Sensation

Música, expressão, poesia

Eu estava ouvindo Oswaldo Montenegro ontem. E fiquei com inveja. Como ele próprio diz, uma inveja boa. O homem transpira inspiração e talento. É um poeta no melhor sentido da palavra.

Hoje fui ver a "Sétima arte", que é uma peça na Oficina dos Menestréis. Os menestréis montam diversas peças do Oswaldo até hoje, a mais famosa sendo Noturno, que é maravilhosamente bela (eu vou ver praticamente todo ano). Já faz uns anos que eles têm por lá a presença de uma cantora, que não sei o nome (se alguém souber me fale), que, na minha visão, é metade do show dos menestréis atualmente (e olha que as peças são ótimas). A mulher canta muito, transborda talento. Acho que é ela aqui:

 

Vocês lembram que eu falei que estava ouvindo muito Ana Carolina? Por causa de uma música dela cheguei a Eva Cassidy, que é uma jazzista excepcional. Essa aqui é simplesmente linda:

 

A Angélica me apresentou Portishead, do qual eu nunca havia ouvido falar, e que me fez cair o queixo também. Um das que eu mais gosto:

 

Quanta música boa! Quanto talento!

Quando você consegue parar para ouvir e admirar, de repente um mundo novo se revela.

(Tenho andado muito sensível à beleza. Primeiro visualmente, agora musicalmente. Outras formas estão surgindo.)

A beleza de São Paulo

São Paulo Estou assistindo ao seriado Alice, da HBO. Diferentemente das novelas brasileiras, que eu não assisto já faz muitos anos, o seriado dá uma bela ênfase à fotografia e à cidade de São Paulo, que é sem dúvida um dos personagens mais importantes do programa. Ela está presente em todas as cenas, e dá o tom do seriado.

As cenas em que a cidade é exibida são cuidadosas, longas e belas. Eu assisto estas cenas extasiado com a beleza da cidade, mostrada em um ângulo que o paulistano não está acostumado a se colocar. Fico tentando identificar cada local: Anhangabaú, Av. Ipiranga, Av. Paulista, Edifício Copan, Av. 23 de Maio, Rua Avanhandava. São todos locais que fazem parte da minha vida, pelos quais eu passei e passo frequentemente, mas não parava para admirar. Quanto beleza há, quando temos os olhos para enxergar.

Isso me tem feito olhar a cidade com outros olhos. Olhos mais de fotógrafo. Agora eu paro, olho para cima, admiro a arquitetura, olho para frente, admiro as pessoas. Admiro a diversidade presente em todos os elementos dessa cidade grandiosa.

Ontem eu estava na Av. Nove de Julho, por volta das 23 horas, aguardando a chegada de algumas amigas, que demoraram mais do que eu esperava. Sou naturalmente inquieto, não consigo esperar muito tempo, mas ontem foi diferente. Havia um bar de roqueiros ao lado, próximo à casa onde eu as esperava. Fiquei do lado de fora, observando o fluxo de roqueiros, grupo do qual eu fazia parte a apenas 10 anos atrás, das pessoas que entravam na casa, das pessoas que passavam. Observei os prédios antigos que há naqueles arredores, com seus cantos arredondados e bonitos. Observei cada tipo, cada movimento, cada dissonância. O tempo voou, e minhas amigas chegaram. Queria ter uma câmera fotográfica comigo naquela hora.

Você faz diferença para os jovens de amanhã (ou será de hoje)?

Vi esses videos hoje, e preciso mostrar para vocês. Cada vídeo é atualização dos outros. Sugiro que vejam pelo o menos o primeiro, que é o mais atual. Todos estão em português.

Os vídeos são muito bem feitos e nos ajudam a entender como tudo mudou nos últimos 10 anos, e que os jovens de hoje são muito diferentes dos jovens do passado, e vivem em um mundo que também espera coisas muito diferentes de antes. Como diz o vídeo, vivemos em um mundo exponencial, e às vezes 2 anos já fazem diferença.
O que você está fazendo para auxiliar na educação e no crescimento dos seus filhos/familiares/amigos, sob essa nova visão? E como você, que às vezes não é mais jovem, está se adaptando? E você, sendo ou não jovem no mundo de hoje, está conseguindo acompanhar?

http://www.youtube.com/watch?v=y7qGG0ro-MI

http://www.youtube.com/watch?v=8z45Fdof9nk

http://www.youtube.com/watch?v=eYxUrpxyWDA

Semana Ana Carolina

"Carolina é uma menina bem difícil de esquecer
Anda bonito e um brilho no olhar
Tem um jeito adolescente que me faz enlouquecer
E um molejo que eu não vou te enganar…"

Seu Jorge

Eu tinha um CD da Ana Carolina, mas eu acho que eu devo ter algum problema, porque eu não tinha ouvido ele direito. Aí tocou no Windows Media Player, sei lá porque. Agora eu tenho todos os CDs da Ana Carolina, e comprei também os DVDs.

Comentei com uma amigo que semana passada foi a "semana Ana Carolina". Começou com o dueto com o Seu Jorge, que é sensacional. Eu já gostava do Seu Jorge por causa do trabalho dele no Farofa Carioca, a Ana Carolina tinha vindo de brinde… Não sei se foi a voz grossa meio rouca… ou fato de ela tocar violão, baixo, pandeiro, piano e ainda cantar, tudo muito bem… ou ainda os olhares que ela faz para o público, para o Seu Jorge, para a câmera… ou os arranjos… Acho que foi o conjunto. (Parêntesis: que pandeiro é esse? A mulher toca muito!)

Enfim, essa é a segunda "semana Ana Carolina", mas está menos densa.

Toda essa música me fez fazer uma coisa que eu não fazia a muito tempo: peguei o violão. Foi legal rever o velho amigo, que estava todo desafinado, coitado. Cuidei dele com carinho, mas deu até vergonha, acho que fazia mais de ano que eu não faiz um único acorde. Os dedos doeram. Depois de uns dias, saiu uma música.

Se você, como eu, parece ter vivido os últimos anos em outro planeta e não conhece, fica aqui a recomendação.

"Me levou pr’um cantinho e disse: Morde
Quando dei por mim, pensei: Que sorte
Disse tudo bem, tudo é natural
Olhou bem nos meus olhos, chupou meu pau"

Veja a música no Youtube.

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