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A mulher (im)perfeita

Recentemente fiquei sabendo que a modelo Kate Moss jogou na piscina o laptop do namorado, vocalista do Kills. O laptop tinha algumas canções inéditas do grupo. Perda irrecuperável (talvez seria se os estúdios não tivessem os originais, o que duvido que não tinham). Ouvi na Band News FM, na voz de Ines de Castro, uma colunista bem interessante.

E daí?

Daí que a Ines de Castro comenta que Mrs. Moss teve uma escultura sua recentemente feita em ouro, e que só assim para um homem querer ficar perto dela: em ouro, parada e calada, além de pronta para ser derretida.

É verdade.

Hoje, depois de tantos relacionamentos passados fracassados (oras, se estou só hoje, todos os relacionamentos só podem ter fracassado), me pego absolutamente intolerante em diversos aspectos. Mulheres malucas é um deles, sem a menor sombra de dúvida.

É engraçado como a gente muda. Até uma certa idade engolimos muita coisa que não gostamos e que não concordamos. Em nome do amor, em nome do sexo, em nome da família, em nome de sei lá o que.

Eu já não sustento mais um monte de coisas. Nem em nome do amor, nem em nome do sexo. Na verdade, nem em nome de nada.

Fico pensando, o que seria de mim se tivesse me amarrado, "até que a morte me separasse", aos vinte e poucos anos. Suportaria mais? Seria menos intolerante? Mais altruísta?

Ou só mais acomodado?

Depois de um tempo os castelos que construímos ao longo da adolescência e da primeira juventude parecem ter sua névoa discipada. Sobra, a meu ver, muita razão.

Razão: outro nome para intolerância?

Algo que aprendi nesses anos todos: a mulher perfeita não existe.

O que isso significa?

Fui nomeado Microsoft Most Valuable Professional

"A fim de que não perturbemos as leis do Universo, a Natureza somente nos concede as bênçãos da vida, de conformidade com as nossas concepções.
Recolhe-te e enxergará o limite de tudo o que te cerca.
Expande-te e encontrarás o infinito de tudo o que existe."

Emmanuel

Fui nomeado semana passada pela Microsoft como um Microsoft Most Valuable Professional (MVP – Profissional Mais Valorizado).

A maioria que lê este blog não vai saber o que é um MVP, então eu vou contar: É um reconhecimento dado pela Microsoft a individuos que contribuiram fortemente para as comunidades técnicas. Toda contribuição feita à comunidade, seja ela por livros, artigos, blogs, palestras, fóruns, entre outros é avaliada. Há pouco mais de 4 mil MVPs no mundo, sendo por volta de 80 no Brasil (é um grupo muito restrito). São normalmente pessoas com liderança e forte influência na comunidade e, devido aos benefícios do programa, com acesso privilegiado e antecipado às tecnologias Microsoft.

Para mim, além do reconhecimento, é uma grande conquista. Há bons anos eu frequento eventos, leio artigos e acompanho a movimentação nas comunidades técnicas, quase sempre lidaradas por algum MVP. São caras admirados e acompanhados de perto. Sempre me pareceu algo muito distante.

A alguns anos passei a me envolver mais com a comunidade técnica, e percebi que meu trabalho com educação é fundamental, e vai além, vejam só, do trabalho voluntário que desempenho e que é importantíssimo para mim. Percebi-me um educador também profissionalmente, uma pessoa que difunde conhecimento, e que para isso precisa também estudar muito.

O que parecia impossível passou a parecer alcançável, e, quem diria, tornou-se fato. Sou um MVP agora, e fico feliz por dizer isso. Meu trabalho com a educação, em todas as perspectivas que ele existe hoje, vai continuar. Não porque sou um MVP, mas porque gosto.

Emmanuel diz: "Expande-te e encontrarás o infinito de tudo o que existe." Nunca essa frase me pareceu tão verdadeira.

Sensation: Não perco por nada

Estarei lá! Vou dançar até cansar. Não deixe de ver o site, para entender melhor a "experiência".

Vamos?Ingressos Skol Sensation

Pista: Skol Sensation

Música, expressão, poesia

Eu estava ouvindo Oswaldo Montenegro ontem. E fiquei com inveja. Como ele próprio diz, uma inveja boa. O homem transpira inspiração e talento. É um poeta no melhor sentido da palavra.

Hoje fui ver a "Sétima arte", que é uma peça na Oficina dos Menestréis. Os menestréis montam diversas peças do Oswaldo até hoje, a mais famosa sendo Noturno, que é maravilhosamente bela (eu vou ver praticamente todo ano). Já faz uns anos que eles têm por lá a presença de uma cantora, que não sei o nome (se alguém souber me fale), que, na minha visão, é metade do show dos menestréis atualmente (e olha que as peças são ótimas). A mulher canta muito, transborda talento. Acho que é ela aqui:

 

Vocês lembram que eu falei que estava ouvindo muito Ana Carolina? Por causa de uma música dela cheguei a Eva Cassidy, que é uma jazzista excepcional. Essa aqui é simplesmente linda:

 

A Angélica me apresentou Portishead, do qual eu nunca havia ouvido falar, e que me fez cair o queixo também. Um das que eu mais gosto:

 

Quanta música boa! Quanto talento!

Quando você consegue parar para ouvir e admirar, de repente um mundo novo se revela.

(Tenho andado muito sensível à beleza. Primeiro visualmente, agora musicalmente. Outras formas estão surgindo.)

A beleza de São Paulo

São Paulo Estou assistindo ao seriado Alice, da HBO. Diferentemente das novelas brasileiras, que eu não assisto já faz muitos anos, o seriado dá uma bela ênfase à fotografia e à cidade de São Paulo, que é sem dúvida um dos personagens mais importantes do programa. Ela está presente em todas as cenas, e dá o tom do seriado.

As cenas em que a cidade é exibida são cuidadosas, longas e belas. Eu assisto estas cenas extasiado com a beleza da cidade, mostrada em um ângulo que o paulistano não está acostumado a se colocar. Fico tentando identificar cada local: Anhangabaú, Av. Ipiranga, Av. Paulista, Edifício Copan, Av. 23 de Maio, Rua Avanhandava. São todos locais que fazem parte da minha vida, pelos quais eu passei e passo frequentemente, mas não parava para admirar. Quanto beleza há, quando temos os olhos para enxergar.

Isso me tem feito olhar a cidade com outros olhos. Olhos mais de fotógrafo. Agora eu paro, olho para cima, admiro a arquitetura, olho para frente, admiro as pessoas. Admiro a diversidade presente em todos os elementos dessa cidade grandiosa.

Ontem eu estava na Av. Nove de Julho, por volta das 23 horas, aguardando a chegada de algumas amigas, que demoraram mais do que eu esperava. Sou naturalmente inquieto, não consigo esperar muito tempo, mas ontem foi diferente. Havia um bar de roqueiros ao lado, próximo à casa onde eu as esperava. Fiquei do lado de fora, observando o fluxo de roqueiros, grupo do qual eu fazia parte a apenas 10 anos atrás, das pessoas que entravam na casa, das pessoas que passavam. Observei os prédios antigos que há naqueles arredores, com seus cantos arredondados e bonitos. Observei cada tipo, cada movimento, cada dissonância. O tempo voou, e minhas amigas chegaram. Queria ter uma câmera fotográfica comigo naquela hora.

Você faz diferença para os jovens de amanhã (ou será de hoje)?

Vi esses videos hoje, e preciso mostrar para vocês. Cada vídeo é atualização dos outros. Sugiro que vejam pelo o menos o primeiro, que é o mais atual. Todos estão em português.

Os vídeos são muito bem feitos e nos ajudam a entender como tudo mudou nos últimos 10 anos, e que os jovens de hoje são muito diferentes dos jovens do passado, e vivem em um mundo que também espera coisas muito diferentes de antes. Como diz o vídeo, vivemos em um mundo exponencial, e às vezes 2 anos já fazem diferença.
O que você está fazendo para auxiliar na educação e no crescimento dos seus filhos/familiares/amigos, sob essa nova visão? E como você, que às vezes não é mais jovem, está se adaptando? E você, sendo ou não jovem no mundo de hoje, está conseguindo acompanhar?

http://www.youtube.com/watch?v=y7qGG0ro-MI

http://www.youtube.com/watch?v=8z45Fdof9nk

http://www.youtube.com/watch?v=eYxUrpxyWDA

Semana Ana Carolina

"Carolina é uma menina bem difícil de esquecer
Anda bonito e um brilho no olhar
Tem um jeito adolescente que me faz enlouquecer
E um molejo que eu não vou te enganar…"

Seu Jorge

Eu tinha um CD da Ana Carolina, mas eu acho que eu devo ter algum problema, porque eu não tinha ouvido ele direito. Aí tocou no Windows Media Player, sei lá porque. Agora eu tenho todos os CDs da Ana Carolina, e comprei também os DVDs.

Comentei com uma amigo que semana passada foi a "semana Ana Carolina". Começou com o dueto com o Seu Jorge, que é sensacional. Eu já gostava do Seu Jorge por causa do trabalho dele no Farofa Carioca, a Ana Carolina tinha vindo de brinde… Não sei se foi a voz grossa meio rouca… ou fato de ela tocar violão, baixo, pandeiro, piano e ainda cantar, tudo muito bem… ou ainda os olhares que ela faz para o público, para o Seu Jorge, para a câmera… ou os arranjos… Acho que foi o conjunto. (Parêntesis: que pandeiro é esse? A mulher toca muito!)

Enfim, essa é a segunda "semana Ana Carolina", mas está menos densa.

Toda essa música me fez fazer uma coisa que eu não fazia a muito tempo: peguei o violão. Foi legal rever o velho amigo, que estava todo desafinado, coitado. Cuidei dele com carinho, mas deu até vergonha, acho que fazia mais de ano que eu não faiz um único acorde. Os dedos doeram. Depois de uns dias, saiu uma música.

Se você, como eu, parece ter vivido os últimos anos em outro planeta e não conhece, fica aqui a recomendação.

"Me levou pr’um cantinho e disse: Morde
Quando dei por mim, pensei: Que sorte
Disse tudo bem, tudo é natural
Olhou bem nos meus olhos, chupou meu pau"

Veja a música no Youtube.

Israel tem direito de se defender?

Eu sou um cara que acredita na paz, e não na guerra. Tudo que eu já li, já assisti, já aprendi sobre a guerra me dá certeza que é algo horroroso, e me faz lembrar que ainda vivemos um mundo de bárbaros.

Naturalmente, no conflito em Gaza/Israel, eu quero paz. Como qualquer guerra, não era essa que eu iria defender. E não defendo.

No entanto, há alguns fatos complicados demais para ignorar. Leio o blog técnico de um profissional excepcional do mundo da tecnologia, que é de Israel. O cara é reconhecido no mundo inteiro como um cara inteligentíssimo e influente no meio em que atua, e praticamente todo mundo que é alguém sabe quem ele é no meio de engenharia de software. E o cara está sofrendo com o conflito. Convido vocês a ler o post onde ele quebra o padrão e escreve não sobre tecnologia, mas sobre o que está acontecendo com ele por lá. Infelizmente está em inglês, mas é isso aí. Pelo menos não está em hebraico…

Ele faz uma pergunta muito clara: como parar com os foguetes lançados contra Israel? Todo mundo, toda a mídia aqui no Brasil, e provavelmente no mundo, está condenando Israel pela reação "desproporcional" que está acontecendo por lá. No entanto, ninguém lembrou que Israel vive a alguns anos sob ameaça constante de foguetes, que, apesar do que é dito na mídia, matam sim.

Até este momento, Israel tomou foguetes e pouco fez. Um ataque à Gaza seria um desastre humanitário. E o Hamas aproveitou esta brecha do desastre humanitário para atacar a vontade, com certeza que Israel não contra atacaria, com medo da opinião mundial. Mas eles estavam errados.

Ok, o mundo está certo de querer paz. Israel também quer paz. Mas eles querem paz e não querem mais que caiam foguetes no quintal das suas crianças. Se isso não acontecer, eles não vão aceitar a paz, porque afinal não é paz de verdade. E ponto final. E eu realmente acho que eles não devem aceitar. Vocês já imaginaram o que é viver sem poder relaxar, sabendo que a qualquer momento um foguete pode vir e te matar? Isso a mídia mal fala.

O mundo reclama dos judeus e da reação desproporcional, mas não oferece contra partida para o fim dos foguetes. E o povo palestino culpa os judeus pelo massacre, mas "esquece" que são os seus líderes, eleitos pelo voto popular, que continuam jogando foguetes em Israel, um potência bélica infinitamente superior à palestina de Gaza. Eles que culpem seus líderes. Você atiça um leão, você perde uma perna, ou a vida. E se for a perna tem que se considerar com sorte.

Para piorar, o Hamas não quer paz, e negociará somente temporariamente. Depois vai voltar a atacar. Vejam palavras da cartilha do Hamas (tirado do blog do cara citado acima):

"Israel vai exitir e continuar a existir enquanto o Islam não destruí-la, da mesma forma que já destruiu outros."

"Não há solução para a questão palestina a não ser jihad (guerra santa). Iniciativas, propostas, e conferências internacionais são perda de tempo e iniciativas vãs."

Como negociar com pessoas que têm como único objetivo te matar? Impossível. Qualquer paz oferecida pelo Hamas é cínica.

Nesse caso, mesmo eu sendo contra qualquer guerra, entendo a reação de Israel. Não é justo, inocentes morrem, mas o que fazer? Vejam a decisão dos líderes de Israel: matar os terroristas e alguns cívis, ou deixar o seu próprio povo morrer. Difícil, não é? Toda essa conversa de paz esquece o inferno que está acontecendo em Israel a anos.

Será que em 1940 o mundo condenava também a Inglaterra por combater Hitler e não negociar? Uma coisa eu sei, graças a Deus os aliados pegaram em armas, ou hoje eu não estaria aqui, assim como provavelmente nenhum de vocês, já que somente os verdadeiro arianos estariam vivos, e nós teríamos sucumbido à "solução final". Hitler não pararia, assim como o Hamas não vai parar.

Consistência

image O mundo não foi feito em 7 dias. É mentira. Levou bilhões de anos para se tornar o que conhecemos hoje. A cada dia ele se tornava mais complexo. Um pouquinho, todo dia.

Da mesma forma, sinto que nada na vida acontece em pouco tempo. Não acontece em 7 dias, e não acontece em 70 dias. Quanto mais eu aprendo, mais eu percebo que o que mais faz diferença na vida é a consistência com que alguém realiza determinada atividade.

Alguns exemplos:

  1. De pouco adianta estudar de véspera se a data da prova chegou. Ou você estudou, ou vai bombar. Por isso a recomendação de todo "especialista de vestibular" de descansar no dia anterior.
  2. Em uma entrevista sobre certificação de arquitetura de software, o jornalista pergunta ao arquiteto: 
    - Como se preparar para a prova?
    No que ele responde:
    - Impossível, sua vida é sua preparação.
  3. Chegou o verão, todo mundo quer estar em forma para não passar vergonha na hora de colocar o biquini ou tirar a camisa. Vai todo mundo para a academia. Em Dezembro! Como se 15 dias de exercício resolvessem meses de excessos.
  4. Pergunte aos melhores guitarristas como eles alcançaram a técnica que possuem hoje e eles lhe dirão: praticam o dia inteiro, todos os dias. Há rumores de que Hendrix dormia com a Guitarra.

Todos estes exemplos deixam claro que o que interessa é a consistência. Se você estudar um dia não fará a menor diferença, mas se você estudar todos os dias, mesmo que pouco, aprenderá muito.

Isso me leva a um segundo pensamento: a maioria das pessoas para na metade. Estudam de véspera, vão a academia uma vez por semana, mal pegam no violão. Mas querem boas notas, ficar com um belo corpo e tocar bem. Seria tão fácil se fosse assim, não é?

No estudo o problema é ainda pior. Boa parte da população vai a faculdade, mas não aprende nada. E se forma sem saber nada. E vai trabalhar (sem saber nada) e não estuda nunca mais na vida, nem formalmente e nem por conta própria. Muitas vezes aprendem a trabalhar no próprio emprego, e estudam só as tarefas que desempenham. Depois reclamam que têm baixo salário, e baixa empregabilidade. Também… quem quer um funcionário que só sabe fazer uma coisa, e às vezes ainda faz mal?

Sinto nossa sociedade muito preguiçosa. Pouco se estuda, pouco se mexe, muito se reclama. Mas a demanda, a vontade de ter mais, estas são altas. E como é imediatista, faz tudo de última hora, sem preparação, sem consistência. Quer construir o mundo não em 7 dias, mas em 7 segundos. No fim, colhem o que plantaram: nada. É a recompensa do preguiçoso.

Que Deus é esse?

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"Falo das iniqüidades porque é com elas que se costuma contrastar a eventual existência de uma ordem divina. Segundo essa perspectiva, se o Mal subsiste, então não pode haver um Deus, que só seria compatível com o Bem perpétuo. Ocorre que isso tiraria dos nossos ombros o peso das escolhas, a responsabilidade do discernimento, a necessidade de uma ética. Nesse caso, o homem só seria viável se isolado no Paraíso, imerso numa natureza necessariamente benfazeja e generosa. O cristianismo – assim como as demais religiões (e também a ciência) – existe é no mundo das imperfeições, no mundo dos homens. Contestar a existência de Deus segundo esses termos corresponde a acenar para uma felicidade perpétua só possível num tempo mítico. E as religiões são histórias encarnadas, humanas."

Reinaldo Azevedo, na revista Veja de 24/dez/2008

Reinaldo se supera neste ensaio, onde nos lembra que Deus permite tudo para nos lembrar das nossas liberdades e responsabilidades, e do peso que elas trazem. Leia o resto aqui. O texto é muito atual e bem escrito. Altamente recomendado.

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